A biblioteca mágica de Bibbi Bokken, Jostein Gaarder e Klaus Hagerup

| 9 de novembro de 2017 | 0 Comentários

Autor: Jostein Gaarder e Klaus Hagerup

Editora: Seguinte

Páginas: 180

Capítulos: Primeira parte (O Livro de Cartas) com 23 cartas e a segunda parte (A biblioteca) como texto corrido.

Sinopse:

Havia alguma coisa incomum naquela mulher que o garoto Nils encontrou numa livraria, quando comprava um diário para iniciar uma correspondência com a prima Berit. A mulher, uma certa Bibbi Bokken, vagava diante das estantes numa espécia de transe, olhando para os livros como se fossem chocolate ou marzipã. Quando Nils foi pagar a conta, ela ofereceu uma contribuição;
tudo muito estranho.

Os dois primos decidiram investigar quem era a tal mulher e o porquê de suas atitudes suspeitas – as duas perguntas básicas de uma boa história de detetives. E, nessa investigação, acabam conhecendo a história dos livros, das bibliotecas e do fascínio que eles exercem sobre as pessoas.

O que eu achei do livro:

Com um cenário completamente diferente de tudo o que eu já vi, sendo na fria e distante Noruega, esse livro começou muito interessante com dois primos, Nils e Berit, tentando desvendar um mistério incrivelmente complicado e entrando em um jogo em que estão com muitos passos atrás, envolvendo uma mulher misteriosa que tem comportamentos peculiares, um homem que os persegue constantemente, um concurso de escrita, um homem italiano e entre outras coisas sempre sabendo de uma coisa: Nunca tire as mãos do livro de cartas.

Uma coisa que me despertou o interesse foi que os autores focaram muito na vida dos personagens. Já li muitos autores que deixam essa parte bem vaga e bem sem graça, onde as menções são tão sem criatividade que não parecem que há vida alem de focar a tão esperada situação. Mas nesse livro não, podemos juntar muitos pedaços do quebra cabeça só com alguns detalhes.

Mas há dois pecados nesse livro: Nils, como verão ao passar das páginas, as vezes peca em sua personalidade, assim como Berit, onde as vezes fazem coisas que não condizem com sua personalidades. Exemplo: Certa parte, Nils, que é um incrédulo para a maioria das coisas de repente começa a acreditar muito rápido em certas coisas que nem eu acreditaria nem em sonhos. Eu hein…

Posso simplificar esse livro um uma palavra: Frustração. Com o passar das páginas do Livro de Cartas o autor começa a nos encher de expectativas que não existiam no início, mas como mencionei anteriormente, eles não poderiam acreditar em tudo de repente, mas então ele continua.

Aí tudo que queremos é subir nas paredes com cada incógnita que surge enquanto lemos. Cada idéia de Nils me fazia delirar na expectativa de chegar ao final o mais rápido possível e impossível e acho que a minha motivação para ler foi só provar a Berit que estava errada, mas com ela disse “Eu sou só uma confusa”.

Então chegamos à parte da Biblioteca e o mundo desaba. Todas as teorias como “A teoria da Assassina de Cidade da Carne” e “A Seita de Bruxas que Não Gostam de Crianças” foram frustradas pela realidade. Todos os envolvidos na situação tiraram toda a graça da história e a Biblioteca Mágica e o livro que será publicado ano que vem são sem sal. Não há sentido o autor ter criado esse livro. Poderia ter morrido sem esse final.

Se bem que também temos a essência do livro, que é celebrar o livro em si. Não é um livro daqueles de histórias divertidas, cheias e animadores, ou mesmo completa de suspenses e cenas medonhas. O livro celebra o livro em si, desde o primeiro que surgiu na Noruega até sua divergências com outras formas de artes dominante, como os vídeos.

Pontuação: 2,5/5

Jostein Gaarder é um escritor norueguês de romances filosóficos e contos. Tendo cursado o ensino primário na cidade de Ingierasen, enquanto que a formação secundária realizou na Escola da Catedral de Oslo. Na Universidade de Oslo, Gaarder estudou línguas escandinavas e teologia. Antes de lançar sua carreira de escritor dava aulas de filosofia na Escola Secundária Pública Fana, na cidade de Bergen.

O seu trabalho mais conhecido é O Mundo de Sofia, publicado em 1991, o qual relata um romance acerca da história da filosofia, que cujo enredo gira em torno de uma menina que,instruída e amparada por um filósofo, descobre que a sua existência nada mais é que o fruto da imaginação de outrem e, para chegar à esta conclusão, ela passa por todas as etapas da filosofia.

Klaus Hagerup é poeta, dramaturgo, encenador, escritor, diretor teatral e autor de livros premiados na Noruega.

The following two tabs change content below.

Emily Damascena

sou viciada em ler e amo fazer trabalhos sobre o que li. gosto de teatro, musica e livros de ficção, vivi lendo livros desde pequena, pois minha mãe não queria contar as mesmas historias todos os dias, então ela me ensinou a ler e me apaixonei ate os dias de hoje. (caso se goste ou não da resenha comente, de a sua opinião,pois e importante para mim) ps.leia também minhas outras resenhas, tenho certeza que você vai gostar, comente, livro que mudou minha vida: As Vantagens de ser invisível( leia também).

Últimas Postagens de Emily Damascena (Ver todas as publicações)

Quer receber nossas atualizações por e-mail?

Nós podemos ajudá-lo a escolher sua próxima leitura.

Categoria: +Editora, Aventura, Fantasia, Ficção, Literatura Juvenil

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *