A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini

| 11 de setembro de 2017 | 0 Comentários

Autor: Khaled Hosseini

Editora: Nova Fronteira

Páginas: 364

Capítulos: 5 partes divididas em quantidades de capítulos diversificadas que eu não quero contar.

Sinopse: Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rashid, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos.
Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: “Você pode ser tudo o que quiser.” Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela história, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a história continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do “todo humano”, somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

O que eu achei do livro:

Hey gente! O mundo dá voltas, então voltei! Aqui eu lhes apresento um belo livro para nerds se exibirem para as professoras que leram (Comigo funcionou) e também um livro para sofrer. Se você quer se tornar um mais novo membro da Nerdolândia e sofrer à hora é essa.

No início o livro é chato. Muito chato. O cúmulo da chatice elevada a um Google. Tão chato que nem todas as maldições de Apolo podem tentar melhorar o frustrante e tedioso início desse livro. Abandoná-lo no início é como dar um alívio aos seus neurônios, pois até os nerds abandonariam (Minhas colegas que leram abandonaram ou pularam muitas partes essenciais, mesmo não sendo nerds, e, mesmo que isso não explique nada, eu só queria falar).

O livro começa com as partes da vida da Marian. O que eu amei na forma de escrever desse livro foi quando algumas coisas que o autor fazia me deixava em dúvida e alimentava minhas esperanças, mesmo acabando com elas depois. A vida da Marian foi de partir o coração. Tudo que ela sofreu para tentar ter uma vida foi como uma queda de dominós e vemos que todos os acontecimentos foram causados por ela em uma terrível escolha em sua infância. Me deu dó e me comoveu totalmente quando eu vi no que o ato de amor dela quando criança lhe debulhou uma vida de desventuras como se enfiassem uma agulha na minha pele a cada página. Mas podemos dizer que a parte da Marian foi triste, sofrida e tediosa no início, principalmente porque o livro para em uma parte ideal da história.

A segunda parte trás Layla. A parte de Layla também foi sofrida, mas nos renovou um pouco os ânimos, já que estava deixando um pouco da Marian de lado e focando na história dela. A história dela foi mais interessante, bem com a da família dela. Também mostra as diferenças em algumas palavras como jo e jan que significam querido/querida e dão um toque gostoso na hora de ler. Layla ainda teve uma chance na vida. Uma chance bem melhor de começar que Marian. Eu apostava mais na Layla, mas quando chega à próxima parte me frustro total.

Minha frustração é causada pelo fato que as mulheres sofrem tanto no Islã. Algumas coisas que são apontadas na história me fazem querer vomitar, pois me repugna a forma com que as mulheres são tratadas com base na religião muçulmana. Uma mulher lá vale como uma incubadora. Poderiam me dizer que isso é só coisa de uma chance em todas, mas não é verdade, pois o livro foca em duas histórias diferentes de mulheres diferentes e outras histórias de outras mulheres (Mas o livro não é de contos, é uma história corrida) e alguns pontos que a sociedade transmite defendem meus pensamentos e posso exemplificar uma cena SEM SPOILER AQUI, que no caso seria lá pela página dez a quatorze (Verifiquem quando lerem).

Agora quando as vidas das duas se cruzam a situação pesa. Sabe quando as pessoas te dizem que tal livro é muito pesado? Podemos dizer que o livro seria como carregar o peso do mundo. Algumas cenas se fossem num filme meu pai não me deixaria ver (Inocente, mal sabe que antes disso eu já teria lido e visto o filme), não por conter sexo, que é citado no livro de forma… Seca, mas por algumas cenas levemente / muito torturantes e cruéis e tristes e torturantes (Eu já citei torturantes?) nas linhas e entrelinhas

Agora o fato de o livro fazer parte da Nerdolândia é porque ele chama atenção de vários aspectos da Arábia Saudita e grandes partes dos costumes e da cultura dos povos muçulmanos como as guerras que houveram e onde e quando atingiram, monumentos históricos altamente detalhados, praticas alimentares e religiosas, formas de organização social e política, vestimentas e et cetera (U-hu! Latim! Latim! Momento! Idiota!). A cronologia do livro é tão perfeita quanto às causas atuais, com cada acontecimento refletindo corretamente na história e sendo bem realista. O autor trabalhou com excelência na hora de criar as situações.

Pontuação: 3,75/5

Hosseini nasceu na capital do Afeganistão, Cabul. A sua mãe era professora de uma escola de segundo grau para garotas em Cabul. Seu pai envolveu-se com o Ministério do Exterior afegão. Em 1970, o Ministério do Exterior enviou a sua família para Teerã, Irã, onde o seu pai trabalhou para a Embaixada Afegã. Em 1973, Hosseini e sua família retornam a Cabul. Em Julho de 1973, na mesma noite em que nasce o irmão mais jovem de Hosseini, o reino do Afeganistão muda de mãos através de um golpe sem derramamento de sangue.

Em 1976, Khaled Hosseini e sua família se mudam para Paris, França, por conta do novo emprego do seu pai. Eles não voltam ao Afeganistão porque, enquanto estavam em Paris, comunistas tomaram o poder do país por meio de um golpe cruel. Deste modo, foi consentido à família Hosseini, asilo político, nos EUA, onde passaram a residir em San Jose, Califórnia. As suas propriedades foram todas deixadas no Afeganistão e eles foram forçados a sobreviver com ajuda governamental por um curto período.

Hosseini formou-se na escola secundária em 1984 e inscreveu-se na Universidade de Santa Clara, onde ganhou título de Bacharel em Biologia, em 1988. Após alguns anos, ele ingressou na Universidade da Califórnia, San Diego, escola de Medicina, onde recebeu o título de Doutor em Medicina em 1993. Ele completou o período de residência em Medicina Interna na Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, no ano de 1996. Khaled Hosseini continua praticando medicina. Khaled Hosseini é casado com Roya Hosseini (sobrenome de casada), e tem dois filhos, Haris e Farah, a quem considera a noor de seus olhos.

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Emily Damascena

sou viciada em ler e amo fazer trabalhos sobre o que li. gosto de teatro, musica e livros de ficção, vivi lendo livros desde pequena, pois minha mãe não queria contar as mesmas historias todos os dias, então ela me ensinou a ler e me apaixonei ate os dias de hoje. (caso se goste ou não da resenha comente, de a sua opinião,pois e importante para mim) ps.leia também minhas outras resenhas, tenho certeza que você vai gostar, comente, livro que mudou minha vida: As Vantagens de ser invisível( leia também).

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Categoria: Drama, Khaled Hosseini, Romance

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