A Cruzada Secreta [Assassin’s Creed #3], de Oliver Bowden

| 27 de janeiro de 2016 | 0 Comentários

Quebrando a sequencia de Ezio Auditore, o terceiro livro da serie tem como protagonista Altair, o Mestre,Acruzadasecreta o melhor dentre os Assassinos, o mais sábio dentre o Credo. (Galera; 336 páginas; 25 reais).

Dando inicio a incrível trajetória de Altair, deparamos com dois de seus discípulos: Niccoló e Maffeo. Ambos seguem a Ordem mas, são bastante diferentes. Niccoló é apaixonado pela causa e pela Ordem, e se satisfaz em ouvir Altair lhe contar várias de suas aventuras. Para Maffeo, Altair não passa de um velho, fantasioso em suas desventuras. Para tentar compartilhar sua visão com o irmão, Niccoló insiste em contar quem é o grande Altair, nos levando ao verdadeiro inicio da história.

Altair com seus 20 e poucos anos já era um Mestre. Não havia alguém que sequer chegue perto de sua astúcia e habilidade. Tamanha habilidade que seu mestre Al Mualim lhe designou o que devia ser sua missão de maior importância. Uma busca pelo Templo de Salomão atrás de um artefato único, imensurável e que pouco sabia sobre ele.

Ao chegarem ao Templo, Altair, Kadar e seu irmão Malik se depararam com um homem, um devoto, já velho, não representava nenhuma ameaça, mas por capricho, Altair resolveu mata-lo. Malik o repreendeu fervorosamente, lembrando-o o principal mandamento do Credo que implicava em nunca tirar a vida de um inocente. Altair não lhe deu ouvidos, era muito arrogante e seguro de si. Ao andarem mais pelas câmaras do Templo, se depararam com a Arca da Aliança, mas, não era de fato importante a Arca, mas sim o que tinha dentro. Não apenas en
contraram a Arca mas também Templários, esses liderados por um grande inimigo dos assassinos chamado Robert de Sablé. Por impulso Altair o atacou, mas foi repelido ferozmente, e pela primeira vez havia perdido uma batalha. Como consequência, Malik e Kadar ficaram expostos e tiveram que se por dentro da briga, porém Altair havia fugido surpreso com a tamanha retaliação e força de Robert. Enquanto corria pelas galerias do Templo, conseguiu ouvir claramente os gritos de seus colegas que ficaram para trás. Cavalgou então com um ar pesado, pensamentos confusos até a fortaleza dos Assassinos, Masyaf.

Quando se apresentou a Al Mualim e contou como se procedera a missão foi excomungado. Como o M
estre poderia ter sido tão arrogante e caprichoso ao ponto de deixar seus colegas para à morte? E ainda não havia completado sua missão de busca? Nesse instante Malik entra dentro dos aposentos de Al Mualim, sangrando bastante, e anuncia ao líder dos Assassinos, que apesar da morte de Kadar, ele conseguiu trazer o objeto. Altair ficou parado, sem entender direito o que Malik fez para escapar de Robert, e viu que o mesmo o encarava com ódio e desprezo.

Tamanho deslize não poderia ser apenas desconsiderado, Altair deveria pagar, e com a vida. Ajoelhado perante o Credo, Al Mualim o atacou no peito, e Altair sentiu sua vida esvair. Estava morto. Mas, alguns minutos depois acordou, no mesmo lugar onde morrera, e confuso perguntou para Al Mualim o que havia acontecido. Al Mualim o matou de fato, mas espiritualmente, lhe dando uma nova chance para se redimir perante a Ordem. Agora
todos os erros não estavam mais com ele, Al Mualim lhe deu uma redenção. Mas, com um preço. Altair não era mais um Mestre, havia voltado a ser um Assassino de missões de assassinato, algo muito abaixo do que estava acostumado, mas relutante foi obrigado a aceitar.

Nesse ponto, Altair tem que matar 9 homens que representavam um perigo para a causa da Ordem. Al Mualim lhe deu nome por nome, e a cada um que Altair matava, se sentia confuso, pois esses homens não eram de fato ruins. Seus ideais eram nobres, mas os alcançavam de forma torpe.

A cada um que Altair liquidava, confrontava seu mestre em busca de respostas. O por que de sua confu
são? De fato esses homens eram ruins? Al Mualim não o respondia, e enchia sua cabeça com mais confusão. Após muita insistência, o mestre decide lhe contar o que de fato estava acontecendo. Explicou a Altair que os Templários não diferiam dos Assassinos em ter como objetivo a paz entre todas as nações, porém, o que se deve tomar cuidado é a forma como se busca essa paz. Al Mualim então contou o que ele havia ido buscar no Templo de Salomão. Uma maçã prata, que era fonte do conhecimento eterno, o Pedaço do Éden. Altair ficou maravilhado com aquele pequeno objeto e tentado a pega-lo para si.

Os nove à quem Altair havia matado, foram mais tarde o ápice para a união de dois inimigos para combater um mal em comum: Os Assassinos. Os homens eram pessoas importantes, e que eram pilares da guerra. Esse fora o plano de Robert desde o inicio,
uma vez que quando os exercitos inimigos se juntassem para combater a fortaleza de Masyaf essa seria a queda dos Assassinos, deixando assim a Terra livre para os Templários criarem o “mundo perfeito”.

Esse livro foi de fato importante para adicionar um conhecimento necessário para decifrarmos o quarto livro, Revelações. Mostrar que uma vez Altair já foi arrogante e desdenhoso mostra a grande evolução que ele teve durante sua longa jornada. Assim como o Um Anel meche com Bilbo e Frodo, o Pedaço do Éden causa uma estranha dependência de Altair pelo conhecimento, por ser sempre o mais sábio, mas nem por isso ele jamais irá deixar de ser o Mestre Assassino.


 

Livros da Série Assassin’s Creed

  1. Renascença
  2. Irmandade
  3. A Cruzada Secreta
  4. Revelações
  5. Renegado
  6. Bandeira Negra
  7. Unity
  • Barba Negra: O Diário Perdido (#Extra)

 

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Wendel Quaresma

Nerd é a palavra que me resume. Roqueiro desde o primeiro suspiro. Sou auto didata, aprendi a ler com 2 anos de idade. Já li em torno de 2500 livros de todos os gêneros. Faço Engenharia de Software, mas nunca abandonei minha paixão pelas obras literárias. Creio que uma boa leitura por parte de alguém, supera qualquer diploma que possa definir um caráter. _|__|

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Categoria: Literatura Juvenil, Oliver Bowden

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