A espada do verão [Magnus Chase e os Deuses de Asgard #1], de Rick Riordan

| 21 de maio de 2017 | 0 Comentários

Os conhecedores de Percy Jackson lembrarão do sobrenome Chase como sendo o mesmo de Annabeth. Embora sejam primos, Magnus não é um semideus comum e não apresenta relação nenhuma com os deuses gregos. Como o próprio titulo diz, o livro trata dos deuses nórdicos. Logo no começo do livro Magnus morre em um ato heroico e é levado à Valhala pela valquíria Samirah para treinar até o Ragnarök. Tudo ia bem, seu quarto de hotel e seus amigos de corredor, até que as Nornas aparecem no julgamento de Magnus e despejam uma profecia. Magnus então se vê em um dilema, obedecer as ordens dos lordes de Valhala ou atrasar o inevitável Ragnarök.

Magnus se compara visualmente com Kurt Cobain em vários momentos do livro, mas a semelhança acaba ai. Como um tipico herói de Rick Riordan ele faz de tudo para salvar a humanidade e seus amigos. Sendo filho de Frey, isso se torna mais fácil pois herdou algumas habilidades de cura dos antigos elfos. Em meio a descobertas de como usar seu potencial pós morte, ele é visitado por Loki que sendo o deus da lábia quase consegue persuadi-lo ao caminho do mal. Samirah é filha de Loki, mas renega o pai e se mantem fiel a Odin como as valquírias devem ser. Ela fica arrasada quando é expulsa da ordem das valquírias, porem sua crença em Magnus ser digno de Valhala não se abala. É claro que sozinho Magnus não conseguiria sequer sair de Valhala e seus vários andares para os nove mundos. Por isso seus amigos, um elfo e um anão, aparecem para ajuda-lo a cumprir sua missão de resgatar a espada de verão do seu pai. É claro que a espada fala.

De um modo geral trata de muitos aspectos sobre a cultura nórdica que eu não conhecia, como por exemplo as lendas sobre os deuses. Confesso que fiquei encantada por Loki e outros deuses como Freya. Loki o famoso deus da lábia consegue nos convencer de que seus atos são justificados e Freya com um ar amável e cruel ao mesmo tempo. Rick Riordan consegue abordar os aspectos mais humanos dos deuses e endeusar humanos com boas intenções. Mais uma vez o fato de ser um morador de rua ou o fato de desobedecer as regras não impediu alguém de salvar o mundo.

A cultura nórdica nunca me despertou um interesse profundo até essa leitura. O próprio Rick Riordan faz piada dos heróis retratados nos filmes e dos verdadeiros deuses nórdicos. Meu julgamento sobre essa nova saga foi atrapalhada por Percy Jackson e os Olimpianos, sem duvidas, mas não posso discordar do fato de que é um bom livro, especialmente para quem gosta de historias mitológicas. É de facil compreensão e uma leitura sem muitas complicações embora as lendas sejam conhecidas por serem complicadas e confusas.

Jessica Allana

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Jessica Allana

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Categoria: Ficção Adolescente, Ficção Histórica, Literatura Juvenil, Rick Riordan

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