Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll

| 24 de julho de 2017 | 1 Comentário

Capa do livro Alice através do espelho, Cosac & Naify

Alice está com 7 anos (um pouco mais madura do que a última vez em que fora ao País das maravilhas) e está sentada em uma poltrona da sala de sua casa em uma tarde de inverno, sonolenta e observando a gata Dinah dar banho na sua filhotinha, Snowdrop, ao mesmo tempo em que Alice dá broncas na Kitty, a outra gatinha, por conta da bagunça que ela fez com o novelo de lã. Enquanto isso Alice fica fazendo suposições sobre o espelho que há em cima da lareira de sua casa. Sua teoria imaginária é que existe um outro mundo através do espelho, diferente daquele em que se encontra.. Porém o que era apenas uma brincadeira imaginária, torna-se realidade. Alice atravessa e se vê no lugar em que imaginou.

No outro lado do espelho, Alice se encontra com a Rainha Vermelha e o Rei Vermelho em um tabuleiro de xadrez na sala, de lá ela vai para o jardim e conversa com as flores e outras criaturas até conseguir chegar a um ponto alto e perceber que ela mesma se encontra em um tabuleiro de xadrez. Ela é uma das peças do tabuleiro. Todos os passos de Alice são jogadas das quais a aproximam cada vez mais do outro lado do tabuleiro, onde poderá vencer. Caso vença, se tonará rainha.

Nesta segunda aventura, um novo universo é apresentado por Carroll. Alice reencontra alguns dos personagens da primeira história, como os gêmeos Tweedledum e Tweedledee, o Leão e o Unicórnio, Humpty Dumpty, a Morsa e o Carpinteiro e a Rainha Vermelha e a Rainha Branca. Cada personagem é extremamente importante para complementar a história com conversas bizarras e sem sentido, as canções mais longas que Alice já ouviu, poesias e adivinhações.

Alice através do espelho foi publicada seis anos depois do primeiro livro. Esta história evidencia o Lewis Carroll matemático, construindo a história dentro das regras do jogo de xadrez. Os personagens agem exatamente como peças numa partida: capturam peões e cavalos, dão o xeque-mate. Além das deliciosas brincadeiras de linguagem típicas do Carroll, o autor não poupou talento ao criar poemas e canções que permeiam a história. O resultado é uma perspectiva “através da lente” e uma multiplicidade de Alice. Possui 208 páginas, escritas pelo auto Lewis Carroll, traduzido pelo tradutor Alexandre Barbosa de Souza e ilustrado por Rosângela Rennó, lançado pela editora Cosac & Naify, sendo esta minha 1ª edição publicada em 2016. Porém há várias edições de diferentes editoras disponíveis pelo mercado.

A obra é de certo um deleite para o leitor, há sempre algo de encantador e mágico que levará para si. Deixe a sua imaginação voar, seja no País das Maravilhas ou Através do Espelho, pois o que ela encontrará por lá será o inexplicável e inesquecível, uma história que atravessa séculos e permanece para eternidade no coração de todos os leitores. Alice tornou-se um clássico literário e espalhou-se ao redor do mundo com grande impacto, sendo eternizada em filmes, séries, animações, quadrinhos, peças de teatro, e infinitas adaptações da obra. O livro também está na lista dos mais traduzidos da literatura, existem milhões de formatos e edições diferentes (cada uma mais bonita e criativa que a outra!).

Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu – o Chapeleiro falou –, não usaria a palavra desperdício para se referir a ele. Ele não é qualquer um.

Pontuação, 5 de 5


*LEWIS CARROLL, o autor –
(1832 1898) foi um poeta, matemático e romancista britânico. Carroll tornou-se mundialmente famoso quando escreveu o clássico livro “Alice no País das Maravilhas”, e além de outros poemas. Carroll ingressou na Universidade de Oxford, e sempre se mostrou bastante interessado e esforçado, chegando a ganhar uma medalha de honra ao mérito. Devido ao seu desempenho como matemático, foi convidado a lecionar matemática no Christ College, em Oxford. Lewis Carroll era apaixonado por jogos, tanto que inventou um grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica e por isso, os livros infantis de Carroll contêm diversos problemas matemáticos e de lógica.

 

Por Felipe Barbosa

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Felipe Barbosa

Eu sou o Felipe, sou daqueles alunos dos quais na aula de literatura, mal vê a hora do professor passar o clássico para a prova do próximo bimestre e o de língua portuguesa fazer um sarau. Sou apaixonado por ler e escrever; assistir vídeos literários no Youtube; cozinhar e passar a noite com Grey's Anatomy. A indecisão é infelizmente a minha alma gêmea. Atualmente vestibulando. Gosto de basicamente todos os gêneros, policial, drama, suspense, comédia, contos, mas sempre há aqueles especiais, os mais queridos, são eles: distopias e fantasias; Jogos Vorazes e Harry Potter são meus preferidos. Como autores, destaco J. K. Rowling (e Robert Galbraith), Suzanne Collins, J. R. R. Tolkien, James Joyce, Raphael Montes, Thalita Rebouças, John Green.

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Categoria: +Autor, Lewis Carroll, Literatura Clássica, Literatura Infantil

Comentários (1)

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  1. Bernardo disse:

    Muito legal, esse livro é muito bom, a própria Alice é genial, o gato e o chapeleiro, muito boa essa resenha. Nota 5 para você

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