Amar, verbo intransitivo, de Mário de Andrade

| 25 de junho de 2017 | 0 Comentários

Uma nova governanta é contratada para a família Sousa. Elsa fica encarregada de ensinar alemão e piano aos três filhos de Sousa Costa. Sousa Costa sendo um homem de negócios se preocupa com o futuro do filho mais velho e para Carlos, Elsa é encarregada de ensinar o amor. Não qualquer tipo de amor, mas o amor puro que é a base de uma família solida e feliz. Carlos não sabendo dos acordos do pai com Elsa logo se encanta pela professora. Sendo uma profissão como é, ela vai embora assim que acaba de ensinar o garoto.

Elsa assim que começa dar aulas para as crianças passa a se chamar Fräulen. Sendo alemã “de raiz” tem muito amor pela sua pátria e até um certo preconceito pelo modo dos brasileiros em levar a vida. Sente muita falta de sua terra e vive a idealizar um homem próprio para si. Carlos é o tipico adolescente da época, ainda criança que não sabe os perigos da vida. Se encanta por Elsa com a facilidade que os garotos tem. Os outros personagens nada tem de especial, sendo seus respectivos clichês da época. Sousa Costa com suas amantes na rua, Dona Laura com a vida de dona de casa rica fingindo não ver as escapadas do marido, os empregados sendo empregados, as crianças sendo crianças.

Se Fräulen vivesse fora dos livros seria uma daquelas pessoas detestáveis que você encontra na rua. Orgulhosa, cheia de nostalgia e reclamando do lugar onde está. Para ela, Carlos foi mais do que um aluno nas artes do amor, mas pouco demonstra sobre isso. É uma mulher de trinta e cinco anos com o unico sonho de ir embora para a Alemanha e arranjar um homem inteligente e bonito, como o cliche dos filme românticos.

É um pequeno livro sem muitos rodeios e mistérios. Conta a historia de uma forma simples e um tanto descuidada. As referencias que faz a freud, me desculpem, mas parecem ralas e sem sentido. Não creio que seja um dos melhores livros que já li na vida, mas isso é de minha avaliação pessoal. Talvez eu não tenha entendido algo ou provavelmente não há nada demais para entender.

Minha antipatia por Elsa se justifica, sendo Mario de Andrade um autor do modernismo é natural que os personagens tenham características encontradas em pessoas reais. Relevando agora minha opinião sobre os personagens. É um livro cheio de referencias e metáforas, embora seja simples é preciso um entendimento aprofundado de alguns aspectos.

 

Jessica Allana

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Allana

Ler livros começou como uma diversão e agora simplesmente não consigo parar. Gosto de livros antigos que retratam uma época diferente da minha, mas leio qualquer coisa que colocarem nas minhas mãos. Minha unica fraqueza é gostar de todos os livros que leio.

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Categoria: Literatura Nacional, Romance Histórico

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