“Big Magic: Creative Living Beyond Fear”, de Elizabeth Gilbert

| 21 de Abril de 2017 | 0 Comentários

 Elizabeth Gilbert: um nome sinônimo de de uma capacidade genial para criar obras cuja leitura é leve, mas as reflexões trazidas por elas, profundas. Digo isso pois no portifólio da autora encontra-se também o best-seller “Comer, Rezar e Amar”, além de alguns outros romances publicados nos Estados Unidos. A exemplo de sua obra mais conhecida, que traz uma jornada de auto conhecimento espiritual, “Big Magic: Criative Living Beyond Fear” enfoca em uma série de reflexões, que, ao contrário do livro anterior, não perspassam a espiritualidade, mas sim colocam o leitor em uma rota rumo à harmonia com a própria criatividade.

Nesta obra, a escritora se aproveita da própria experiência profissional num ramo estritamente relacionado à criatividade – a escrita – para explicar um pouco de sua visão acerca dos processos de criação e do papel da arte na vida daqueles que sentem a necessidade de tornar a vida mais interessante do que a banalidade do cotidiano. A partir disso, segue-se uma divisão em seis capítulos, cada um responsável por influenciar o ato de inventar em algum aspecto. Ao longo das partes, o principal é a quebra de tabus construídos pelo senso comum em relação a profissões tomadas por “artísticas”: começando pelo fato de que, para Gilbert, uma vida criativa não se resume a uma escolha peofissional incomum, estando presente em atos do dia a dia que tornam o indivíduo o criador de um legado, algo fresco e transcendente à mera existência; e indo até mitos erroneamente difundidos, a exemplo da imagem de martírio desenhada em torno das artes (impossível não recordar os inúmeros músicos ou escritores que se sacrificaram em nome da composição, acreditando que suas obras eram reflexo do efeito de álcool ou drogas).

Além disso, seria absurdo reswnhar uma obra da autora sem lembrar seu evidente senso de humor e boa condução da narrativa. Ao longo de cada capítulo, ela trava diálogos com o interlocutor, trazendo uma sensação de proximidade e tornando a leitura ainda mais leve. A isso, misturam-se histórias inusitadas dela própria e de outra figuras célebres do mundo da escrita. Chegando ao final, cada leitor provavelmente terá conseguido uma boa listinha de dicas para driblar bloqueios criativos, lidar com as dificuldades e obstáculos internos que surgem ao longo de todo processo inventivo, além de tornar-se mais confiante acerca do legado que tenta originar – isso porque as peripécias das duas décadas de carreira de Liz ajudam a transmitir tranquilidade, expondo que ideias são flutuantes, nem sempre de fácil desenvolvimento,  que a auto aceitação de fracassos e, principalmente, o ato de dar tempo à mente, são fundamentais numa jornada de criatividade e inovação.

Escrito por Rafaela Zimkovicz.

The following two tabs change content below.

Rafaela Zimkovicz

Muito prazer, caro leitor. Me chamo Rafaela e a expressão "viciada em livros" poderia servir como meu sobrenome, já que descobri a magia dos livros aos 8 anos, e desde então, nunca parei de devorá-los. Espero conseguir expor-lhes ao menos um porcento da grandiosidade das obras literárias através das resenhas. Idade: 15 anos.

Últimas Postagens de Rafaela Zimkovicz (Ver todas as publicações)

Quer receber nossas atualizações por e-mail?

Nós podemos ajudá-lo a escolher sua próxima leitura.

Categoria: Uncategorized

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *