Crepúsculo [Crespúsculo #1], de Stephenie Meyer

| 11 de agosto de 2016 | 4 Comentários

Capa do Livro CrepúsculoIsabella Swan (Bella) é uma adolescente que devido ao novo casamento de sua mãe, decidi morar com o pai, em Forks. Seu pai é distante e ela agradece por ter toda privacidade com a qual um jovem pode sonhar. Logo que chega à cidade, Bella conhece Edward Cullen e seu clã, e quase que imediatamente se apaixona por ele, sem saber que trata-se de um vampiro. Em contrapartida, Edward também se mostra encantado pela jovem, pelo fato da garota ser “imune” à ele.

Okay, acredito em um pouco de fascínio, Edward é lindo e misterioso, mas essa tentativa de “acredite em amor à primeira vista” foi muito exagerada. Nunca entendi a necessidade de alguns autores em criar uma mocinha tão necessitada de proteção e autoafirmação, quase sem amor próprio. Bella é uma garota sem nenhum atrativo, nem mesmo a autoestima. Desculpe, mas não acho que um vampiro de centenas de anos se interessaria por uma garota completamente sem graça.

Depois, quando ela descobre sobre os Cullen e sua imediata aceitação. Oi? O bofe te fala que lê mentes, mas não a sua, e você não só acredita como pergunta se tem algum problema com você? Sim, flor, você deveria ter ligado para o manicômio mais próximo no ato. Sabendo que ele é uma fera sanguinária você vai para dentro da floresta falar mais sobre isso e achar um máximo ele querer o seu sangue? Acho que não, né? O cara brilha mais que vestido purpurinado sob holofote e nem uma risadinha?

Engraçado quando nem mesmo sua vida em risco é capaz de lhe mandar aquele alerta bonitinho de “corra e salve sua vida!” que é comum de um cérebro humano, pelo contrário, lhe parece mais normal se envolver ainda mais com o que causou o perigo e que também quer lhe matar, detalhe.

Enfim, embora a narrativa em primeira pessoa da sra. Meyer seja bem elaborada, deixando claro como sua personagem está se sentindo a cada momento, Bella em si, é algo que desmotiva bastante por não ter um único pensamento coerente sobre seu envolvimento com um ser místico que não tem nada do que se costuma ver sobre vampiros. Stephenie criou uma criatura totalmente nova com o nome de algo já mundialmente conhecido. O amor não é lógico, concordo, mas o amor não vence tudo, e é primordialmente importante tê-lo por si mesmo antes de por alguém.

Nota do livro: 1 estrela.

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Adriana Cristina

Simplesmente amo ler. É meu passatempo preferido desde que o aprendi, com os grandes personagens de Maurício de Souza, da Marvel e da D.C. Acalma, estimula, incentiva, escapa, revigora e tanto mais que não sei explicar. Sempre tenho um livro por perto, na mochila, cabeceira, em pdf no celular, tablet, enfim, comigo. Ultimamente, tenho escrito (e finalmente) postado algumas histórias, mesmo com o pouco tempo que tenho, graças à faculdade (ainda não sei o que estava pensando quando resolvi fazer Direito), mas fico feliz de ter um espaço com o qual posso compartilhar minha opinião sobre minha grande paixão.

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Categoria: Fantasia, Romance, Stephenie Meyer

Comentários (4)

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  1. Ana Paula Vasconcelos disse:

    Oi Adriana, boa tarde!
    Primeiramente obrigada por entender que eu não quis ofendê-la, nem desrespeitá-la… hoje em dia isso tá tão raro…
    Segundo, também gosto muito de conversar sobre livros. Gosto muito de ler… leio desde que entendo por gente… estimulo bastante meu filho. Temos o hábito de ler juntos, de fazer maratonas de leitura… tudo em prol do estímulo ao hábito de ler… Mas gosto muito das literaturas que me fazem sonhar… não necessariamente romances. Dos clássicos ao contemporâneo busco leituras que me inspirem, de uma forma ou de outra… estou preparando uma resenha para enviar – não sei se serei aceita como resenhista – mas vou tentar, pois acredito que podemos fazer a diferença ao passarmos as nossas impressões sobre um livro. Eu me envolvo com os personagens, sabe… rio, choro, fico com raiva, passo 1 ou 2 dias e faço as pazes com o/a personagem… e quando está perto do livro acabar já fico com saudades… aí, começo a ler bem devagar… para adiar ao máximo a partida… embora, quando gosto muito, releio “n” vezes.. kkkk tens uns livros que anualmente releio… mesmo quase decorando as falas todas…kkk Exemplo: Orgulho e preconceito; Jane Eyre; O Ano de Viver Perigosamente; Cem anos de Solidão; Crônica de uma morte anunciada; Senhora; Cinco Minutos; O Nome da Rosa; Odisseia; Polliana; O Fantasma de Canterville, etc… vou parar por aqui para não aborrecer vc… kkk Até a próxima!

  2. Ana Paula Vasconcelos disse:

    Oi Adriana,
    achei que você pegou muito pesado com Stephenie Meyer.
    Livros de ficção existem aos montes, confesso que minha necessidade de defendê-la tem a ver com o fato que achei sim a história interessante. Uma garota que é especial mas não se sente especial. (E aí está o charme dela) É o que Edward tenta o tempo todo mostrar pra ela… ela não consegue se enchergar… não consegue ver a fila de garotos que gostariam de namorá-la… Quanto ao fato dela descobrir que tinha algo diferente/perigoso nele e querer descobrir, querer estar com ele … não acho assombroso não, nem na literatura ( e aí os autores tem a liberdade poética de escrever o que vem em sua imaginação) e nem na vida real… quantas vezes ouvimos relatos de amigas, colegas que se interessam/apaixonam pelos tipos ditos “badboy” mesmo sabendo que podem se dar mal no final, mas com a convicção que podem mudá-lo não na essência, que é o que as atraiu, mas nos modos…
    Quanto ao livro de um modo geral (e vou até estender a todos os livros da coleção/saga) tem passagens interessantes, diálogos legais… que da para você parar para refletir, ou até parar para sonhar… tem diálogos bem engraçados… em cada um deles (volumes) encontramos esses diálogos. Um deles é quando Bela descobre que o carro que ele comprou pra ela é um à prova de bomba, etc..hilário!!! Eu poderia pegar meus livros e trazer aqui estas passagens, pois tenho todas marcadas com post it…

    • Adriana Cristina disse:

      Oi, Ana! o/

      Não acho que tenha pegado assim tão pesado (ainda tinha outras coisas para comentar, mas deixei passar), porém o bonito das opiniões são isso: a diversidade. Para falar a verdade, adoro conversar sobre o livro com pessoas que possuem opiniões completamente diferentes da minha. Enfim, sobre o próprio. Pode ser que eu tenha sido chata pelo fato da história de maneira geral não ter me agradado em nada. Sou muito racional, mesmo tendo ciência da liberdade poética dos autores (sempre tenho dificuldades para ter AMIGAS, que são muito emotivas, tenho muitos mais AMIGOS). Sei que há garotas que não conseguem enxergar o quão incríveis são por si mesmas, mas acredito que Stephenie Meyer tenho exagerado do uso dessa insegurança, tornando a personagem apelativa e sem graça (do meu ponto de vista), quase como se ela quisesse que toda garota se visse na Bella. Ficou muito, mas muito mesmo, água com açúcar, mesmo com as passagens por você citadas (não sei todas, não reparei em todas, mesmo lendo a saga toda), um apelo muito forçado do romance lírico passado por alguns autores. E como eu ressaltei, não vejo problemas com garotas que se encantam pelo cara mau, nenhum mesmo, mas mesmo na vida real, eu ainda preso por aquele choque de realidade, mesmo mínimo, para não se tornar algo tão absurdo.
      Todavia, o bom das opiniões são serem diferentes. Adorei que tenha exposto a sua e que soube respeitar a minha. Bjos.

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