Férias!, de Marian Keyes

| 5 de março de 2017 | 0 Comentários

 

Rachel Walsh é encontrada quase morta por sua melhor amiga em seu apartamento. Mesmo que Rachel informe que isso não passa de um terrível engano e que ela não tentou se matar a amiga liga para seus pais na Irlanda convocando ajuda. Apenas para agradar seus pais e ver se cruza com uma celebridade, Rachel acaba indo para o centro de reabilitação em Dublin mesmo negando seu vício em cocaína. Ao termino de três semanas ela cogita em ir embora mesmo com a visita do ex namorado e da melhor amiga no Claustro para falar como era a vida com uma viciada. Mas ela decide terminar o tratamento pois está sem uma perspectiva de vida, sem namorado, sem emprego e totalmente desolada por conta das terapias de grupo.

Rachel é engraçada e suas lembranças de viciada vão de trágica a cômicas em segundos e há muitas no livro todo. Brigit como sendo sua melhor amiga a acompanha em todos os lugares e deseja o melhor para amiga, embora nas lembranças conturbadas de Rachel isso não se mostre muito claro. Luke foi descrito como amável e extremamente sexy desde que começo do livro mesmo que Rachel passe momentos de intensa raiva com ele pela visita na terapia como sendo seu outro envolvido importante. A família de Rachel é um caso a parte. Tendo uma irmã também usuária de drogas Rachel não se vê muito adepta a aceitar o fato de ser uma toxicômana incomodar sua família. Sua mãe também não ajuda muito contribuindo com uma neurose sobre altura e inteligência.

Esse livro é bastante claro em como os usuários transformam a vida dos outros e a si próprios em um inferno. A negação de Rachel se torna engraçada junto com sua personalidade vazia. Fazendo piada e pouco caso do assunto ela vai traçando sua vida até chegar enfim a recuperação e a aceitação de que existe sim um problema que precisa ser resolvido. É claro que o fato de ter perdido tudo de bom na sua vida ajudou, mas o que impulsionou mesmo a revelação foram as temíveis terapias em grupo feitas pela detestável irmã Josephine. Ela ajudou a garota a ver sua falta de autoestima e como compensava isso com as drogas as quais fazia de tudo para obter, desde roubar a dormir com homens estranhos.

A vida no Claustro parece ser monótona e bastante chata, mas isso é compensado pela presença das terapias de grupo. Os personagens chegam a ser caricaturais, todos com um vício e atitudes de um viciado bastante previsíveis no caminho que precisam percorrer até largarem as drogas. As descobertas que Rachel faz sobre sua vida remete um estado muito diferente da habitual fissura por usar drogas. No final tudo se resume a se sentir bem consigo mesmo.

 

Jessica Allana

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Allana

Ler livros começou como uma diversão e agora simplesmente não consigo parar. Gosto de livros antigos que retratam uma época diferente da minha, mas leio qualquer coisa que colocarem nas minhas mãos. Minha unica fraqueza é gostar de todos os livros que leio.

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Categoria: Comédia, Drama

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