Garoto 21, de Matthew Quick

| 31 de agosto de 2016 | 0 Comentários

Garoto 21Em Garoto 21 Matthew nos apresenta Finlay, um garoto introspectivo que mora com o pai e seu avô deficiente no subúrbio de Bellmonte. Ele não gosta muito de falar, um trauma que foi causado por uma situação quando era criança. A coisa que ele realmente gosta é jogar basquete, principalmente porque essa pode ser a sua única oportunidade de deixar a cidade. Ele se esforça bastante, porque como seu pai costuma dizer, “o trabalho duro pode superar o talento”. Sua principal companhia é Erin, uma excelente jogadora de basquete e também sua namorada, eles são melhores amigos desde a infância e pretendem passar o resto da vida juntos. Enquanto se prepara para a temporada de basquete Finlay é surpreendido por um pedido do treinador, ele quer que Finlay se torne próximo e apoie um garoto que é conhecido como um gênio no basquete e que está passando por uma crise devido a morte dos pais, cujo nome é Russ. O problema é que Finlay não é bom em conversar, e também está com medo de perder o seu lugar na equipe principal para Russ.

Russ é um garoto negro, assim como a maioria em Bellmonte e aparentemente nasceu para o basquete, dono de uma fortuna ele acaba sendo colocado numa escola pública, com pessoas de classe social diferente. Depois da morte dos pais o garoto fica traumatizado e acredita que veio do espaço para estudar as emoções humanas, o que acaba dificultando qualquer aproximação com os outros.

Apesar de tudo, os garotos acabam se dando bem, o que de certa forma é ainda pior, já que Finlay precisa proteger o seu lugar ao mesmo tempo em que precisa fazer Russ voltar a ser o gênio que era. Conforme a história vai se desenrolando, vamos descobrindo porque Finlay é a pessoa certa para ajudar Russ e o quanto Russ também pode ser fonte de cura para Finlay.

O livro fala de temas como violência urbana, segregação racial, e amizades. É uma leitura rápida e agradável. Apesar dos personagens estarem muito envolvido no basquete, o esporte não é o tema central. A principal característica da escrita de Matthew que é fazer com que você se torne muito próximo dos seus personagens, mais uma vez não decepciona. É o tipo de livro que você não consegue abandonar na metade.

Nota 5/5

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Emanuela de Oliveira

Refugiada para sempre no mundo dos livros. Porque uma vida só não basta! Ler sempre foi um exercício encantador para mim, ainda lembro da primeira vez que consegui juntar as letrinhas e formar as palavras,e em seguida frases, fiquei tão contente que nunca mais parei. Amo a sensação de entrar na pele dos personagens e “viver” situações tão diferentes do meu cotidiano, gosto dessa coisa de aprender sem ter que passar pela situação realmente. Divido meu tempo livre entre leitura, animes, filmes e doramas. Se a história da minha vida fosse um livro, gostaria que fosse escrito pela Marian Keyes.

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Categoria: Literatura Juvenil, Matthew Quick, Romance Americano

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