Hamlet, de William Shakespeare

| 25 de abril de 2016 | 0 Comentários

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“Ser ou não ser, eis a questão” Acredito que essa frase célebre seja comum ao conhecimento de várias pessoas, embora nem todas saibam qual sua fonte. Hamlet é um aclamado livro do maior dramaturgo que a terra já viu: William Shakespeare – sim, aquele que escreveu Romeu e Julieta – e, também, a fonte da frase.

Para os leigos em cultura shakesperiana, preciso informá-los de antemão que o gênero é teatral. Literalmente um roteiro para uma peça de teatro, com coisas do tipo “(sai fulano)” “(entra sicrano)”. Ao ler uma crítica em uma loja de ebooks que dizia “esse livro é a peça, quero o livro de verdade e meu dinheiro de volta” – lágrimas de sangue jorraram dos meus olhos por um breve momento -, me senti na obrigação de deixar bem claro que TODOS os livros de Shakespeare são em forma de peça!

Agora vamos ao livro propriamente dito. Hamlet é um príncipe que vê seu tio herdar a coroa após a morte de seu pai, e esse mesmo tio se casa com sua mãe. E, após seu pai aparecer em forma de fantasma para ele, Hamlet descobre que seu tio, o atual rei, assassinou o antigo rei. Hamlet entra em um dilema misto de vingança, indecisão e angústia, apresentando aos leitores seus monólogos tão famosos – incluindo o “ser ou não ser”.

A história se passa na Dinamarca, no século XVI. Linguagem extravagante, invocação de deuses, morte, vingança, amor e loucura: a mistura de elementos dramáticos se reúne ao estudo psicológico do ser humano com maestria através de Shakespeare, e com Hamlet não é diferente.

O livro é um clássico da literatura mundial e, por ser tão antigo, às vezes não é muito fácil de digerir, principalmente àqueles que não tem o costume de ler livros com linguagem rebuscada. Porém, é altamente recomendável que toda a população realize tais leituras. E Hamlet é um livro pequeno, facilmente lido em menos de uma semana independente do tempo diário disponível para leituras. Ah, e temos mais um bônus! A tradução de Millôr Fernandes não deixa a desejar quando o assunto é William Shakespeare. Enquanto alguns tradutores são tão literais – a ponto de esquecer da emoção transmitida -, O Millôr preocupa-se em transmitir a poesia da forma mais fidedigna o possível!

Eu recomendo o livro não porque sua história é magnífica, mas porque a emoção que o livro exala é sensacional. Não se preocupe se você sentir vontade de imitar os personagens, encenar uma peça imaginária ou falar de forma lírica e dramática durante a leitura desse livro. Acontece.

E como a primeira pessoa a resenhar um livro de William Shakespeare nesse site, me sinto honrada e obrigada a persuadir vocês, leitores anônimos de resenhas, a ler um livro desse gênero. Não é cansativo, é uma descoberta que todos os cérebros e corações precisam fazer. Recomendo Hamlet, recomendo Rei Lear, recomendo Sonho de uma noite de verão – para os que estão interessados a adentrar nesse mundo. Como dar os primeiros passos, é necessário começar com cautela.

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Ana Carvalho

Meu nome é Ana Marta, moro em Salvador. Sou apaixonada por literatura clássica e romances policiais. Espero que gostem das minhas resenhas!

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Categoria: Literatura Clássica, William Shakespeare

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