O Fim de Todos Nós [Trilogia The Fallen Word #1], de Megan Crewe

| 30 de janeiro de 2017 | 0 Comentários

Autora: Megan Crewe

Editora: Intrínseca

Capítulos: É um livro em cartas, então não são exatamente capítulos, mas pelas datas começam em setembro e terminam em dezembro, mesmo que as últimas não tenham datas

Páginas: 272

Sinopse:

Tudo tem início com uma coceira insistente. Então vêm a febre e comichão na garganta. Dias depois, você está contando seus segredos mais constrangedores por aí e conversando intimamente com qualquer desconhecido. Mais um pouco e começam as alucinações paranoicas. Então você morre.
A ilha onde mora Kaelyn, uma garota de 16 anos, foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças — ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas que trariam a cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento. Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Afinal, o que será dela e de todos se não houver?

O que eu achei do livro:

O Fim de Todos Nós é um livro como percebemos pelo título bem dramático e com bastantes mortes. – LEITOR: NEM DEU PRA PERCEBER, SABE? [CARA DE SARCASMO] – Continuando… Por incrível que pareça posso comparar esta autora com Suzanne Collins [Autora de Jogos Vorazes], mesmo tendo temas diferentes uma coisa eles tem em comum: Mortes. Não continue achando que são coisas fúteis por terem temas tão distantes e semelhantes ao mesmo tempo. Falo de mortes por que a autora não tem medo de matar quem for necessário – Ou desnecessário dependendo do ponto de vista – eu achava que ela manteria o grupinho de amigos vivos, mas depois de algumas mortes eminentes posso descartar essa opção.

Senti o mesmo lendo em chamas e A esperança, aquela sensação que a autora vai matar todo mundo que dá pra amar no livro, sobrando somente o personagem principal sem graça com vida [Sinto muito quem gosta da Kae, mas ela é muito sem sal]. Uma das coisas mais originais que eu achei foi à forma de como o vírus se instala nas pessoas, posso dizer que sair abraçando todo mundo pode-se dizer que o vírus é mais inteligente que os seres humanos.

Agora falando dos personagens, Gav é o melhor, principalmente por que ele quer ajudar todo mundo e se importa com que acontece com todos, mesmo quando ele se culpa por tudo de ruim que acontece com todo mundo e a Kae ficar dizendo que não é culpa dele, mesmo ela sempre fazer a mesma coisa que ele. O que mais me intriga é o fato dele conseguir conviver com ela sendo tão… Oposto dele! Mas como diz a Mulan “Opostos andam juntos”. Fazer o quê, certo? O nome dele é a pior parte: GAVRIEL! Isso foi o pior nome da face da Terra, mas me fez rir muito quando eu me lembrava.

Uma das coisas que eu mais gostei desse livro foi à capa – LEITOR: VOCÊ LEU PELA CAPA DE NOVO?  Não, dessa vez eu li por recomendações de um primo exigente em termos literários – Sendo da Editora Intrínseca, que em minha opinião tem os livros com as capas mais impactantes: Aquele amarelo doentio, a rua deserta, o título depressivo e chamativo, sinopse com letras exuberantes. Por que não ler?

Uma das coisas que mais me irritou foi que o livro veio cheio de defeitos nas frases.

LEITOR: COMO ASSIM?

Durante a leitura, minha percepção foi que, não uma, não cinco, mas umas VINTE OU MAIS páginas estavam faltando pedaços da narração, então fui pesquisar com minha professora de português sobre aqueles erros e descobri que o livro é escrito como se fosse um diário em forma de cartas – LEITOR: DÁ PRA PERCEBER LENDO, EU: SÓ TERMINA DE LER -, onde partes que faltam é como se quem estivesse escrevendo e de repente ela para pra pensar, como se no diário dela ela não quisesse continuar escrevendo e sim, dar continuidade a outro parágrafo, o que é uma pena por que há partes em que você com certeza gostaria de saber o que ela está pensando.

PERSONAGENS PRINCIPAIS/Grupinho:

  • Kae: Sem sal. Se culpa por tudo que há de mal no mundo, se culpa por ter sobrevivido no lugar de outra pessoa. Podemos chamá-la de Muro das lamentações.
  • Gav: Quer ajudar todo mundo, está sempre tentando dar seu melhor para todos. É tão doce e diferente que podemos chamá-lo de – Essa foi difícil – Guardião
  • Tessa: Perece uma Barbie com tanta perfeição, sabe cozinhar, plantar, é calma, então não tem como chamá-la de outra coisa senão Barbie.
  • Leo: É um garoto pela descrição dela gentil. Sempre focado no que quer, vive em seus sonhos e não deixa o passado o atrapalhar. Podemos chamá-lo de Aventureiro.

Um aviso cruel: Mesmo sendo uma trilogia [Que eu amei por sinal] e este sendo o primeiro livro não há continuação – LEITOR: DESCOMPLICA… – pois ONZE anos depois da autora ter lançado o primeiro livro e ela, não entendi por que,  lança o segundo e o terceiro um ano após o anterior. Como a Editora Intrínseca inventou de traduzir o primeiro no Brasil em 2013, aconselho a vocês leitores esperarem sentados pela continuação [Que pelos meus cálculos se fizerem como a autora e a tradução do segundo sai em 2024 e o terceiro junto com o extra em 2025 #TristeRealidade ].

Um pequeno detalhe que pode haver spoiler: Lendo as quarentas páginas disponibilizadas pela autora do livro dois no seu site oficial [ ] eu percebi que ela começou a forçar uma coisa chata: Triângulo amoroso entre uma garota [Infelizmente a Kae, mesmo que não ache ela muita coisa] e dois garotos [Leo e Gav]. Isso é decepcionante! Parece coisa de todo livro existente na face da terra! Poderia até ser um quadrado amoroso, mas a Tessa [Leia-se namorada do Leo, fato que eu demorei pra entender] parece estar tão off da situação que podemos descartá-la da parte romântica.

P.S: Caso não goste de triângulos amorosos leia A Seleção

                                                                               Pontuação: 5/5

Megan Crewe nasceu no fim do ano 1980 e cresceu ao lado os irmãos e de vários gatos. Desde cedo gostava de ouvir e dar voz aos personagens de seus livros favoritos. Aos 14 anos teve seu primeiro conto publicado e desde então seguiu submetendo contos a várias publicações. Mas o incentivo das pessoas ia até nesse ponto e foi só após se formar em psicologia que conseguiu se dedicar a romances tendo seu primeiro livro publicado. Ainda vive em Toronto com o marido, três gatos e nas horas vagas ou está lendo ou cuidado de crianças com necessidades especiais.

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Emily Damascena

Em meio ao caos, ao mundo, ao exército de problemas e complexidades essa garota lê. É bem improvável ela não estar lendo ou escrevendo, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Divide o resto de seu tempo com Deus, livros, filmes, séries, cadernos, computador, cama, irmãs, trabalho e não perde uma oportunidade de fazer um belo bolo para a família.

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Categoria: +Autor, Distopia, Drama, Ficção Científica, Futurismo, Literatura Juvenil, Psicologia, Romance Americano, Suspense

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