O que há de estranho em mim, de Gayle Forman

| 20 de setembro de 2017 | 0 Comentários

O pai de Brit acredita que está ajudando a menina, ao internar a filha numa clínica, mas a verdade é que essa clínica usa métodos de terapia duvidosos, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam sua oásis em meio ao deserto de opressão. Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema da Red Rock.

Dentro do reformatório para conseguir a tão sonhada liberdade essas meninas devem subir de níveis, funciona da seguinte forma: chegando ao reformatório elas estão automaticamente no nível 1, esse é o pior nível porque elas não podem tomar banho receber visitas ou falar com qualquer outra menina do reformatório, elas ficam isoladas dentro de uma solitária. Já os demais níveis elas adquirem um pouco mais de liberdade, mas para isso elas devem “dedurar” suas colegas, participar das terapias de xingamento, etc. Entretanto, qualquer erro cometido elas voltam ao nível 1.

Não gostei muito do livro e acabou sendo uma das minhas leituras mais demoradas mesmo o livro sendo bem curtinho,116 páginas, esse livro tinha tudo para ser ótimo, porém, não consegui me envolver com a historia, confesso que me comovi e torci por Brit e as amigas, mas não consegui vivenciar as emoções descritas por ela. Além disso, a dualidade das personagens incomodou-me bastante; uma hora as meninas conseguiam sair escondidas e começar missões contra a escola, na outra eram tão controladas que era impossível imaginá-las contando para alguém de fora os abusos que sofriam ali. Esses são os pontos negativos que eu encontrei, mas o livro também possui seus pontos positivos. Gayle através do livro tenta mostrar que muitos pais preferem colocar seus filhos em reformatórios a ter que educa-los, e sim, existe este tipo de instituição, o livro é meio que baseado em entrevista e reportagens que a autora fez quando trabalhava na revista Seventeen, lugares não tão rígidos quanto a Red Rock, mas que, tinham muitos pontos em comum com ela.

Gayle Forman começou sua carreira entre as letras como jornalista, mas, aos 34 anos, ingressou no universo literário. Com 9 milhões de livros vendidos no mundo, é autora de se eu ficar, Para onde ela foi (Novo Conceito) e Eu estive aqui (Editora Arqueiro), que já teve os direitos negociados para o cinema. Atualmente, Gayle mora no Brooklyn com o marido e as filhas.

Resenhado por: Thais Rodrigues Silva

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Thais Rodrigues

Gosto de ler pois só assim posso esquecer as atrocidades e babaquice que sou obrigada a suportar, meus livros favoritos são os romances de época. Amo os autores: Julia Quinn, Jane Austen, Bukowski, Shakespeare, Jonh Green e meu mais recente e velho amor George R.R. Martin ( amo as crônicas de Gelo e Fogo, Amo GAME OF THRONES). E já que, qnd crescemos somos obrigados a trabalhar e estudar eu sou técnica agropecuária e estou cursando faculdade de Agronomia. P.S: AMO ROCK !!! Me sigam no insta: thais_rodrigs_ Skoob: Thais.Rodrigues OBS: sigo todos de volta, beijos

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Categoria: Adolescente, Drama, Literatura Juvenil, Romance

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