Orgulho e Preconceito, Jane Austen

| 11 de janeiro de 2016 | 0 Comentários

Jane Austen é uma escritora brilhante do século XIV, conhecida por muitos como Shekspeare feminina. Por isso, a obra que eu escolhi foi Orgulho e Preconceito. Nessa obra, Jane aborda o assunto que, possivelmente, mais habitava a mente das mulheres de sua época: casamento.

Sabe-se que naquela época, em meados de 1830, as mulheres não tinham direito a heranças da família, sendo esse um direito exclusivo dos filhos homens. Por isso, a única preocupação da monarca da família era arranjar um pretendente para suas filhas. Essa preocupação é relatada por Jane, através da personagem de uma mãe impulsiva, materialista e ignorante: a senhora Benett. Essa monarca descrita por Jane, foi a responsável por dar o toque cômico e dramático da história. Era uma dama que, para os altos padrões da sociedade, não era adequada por falar alto, se vangloriar pela beleza de sua filha mais velha e adotar uma postura indiscreta.

Jane, no entanto, saiu da zona de conforto da época, apresentando uma união formada por amor ao invés de imposição. Para que essa união acontecesse, os dois protagonistas (Senhor Darcy e Elizabeth Bennett) deveriam ver além do preconceitos e orgulho que ambos sentiam. Até que isso acontecesse, ambos tiveram que passar por diversas situações de angustia. Sr. Darcy deveria auxiliar o seu melhor amigo a escolher sua futura esposa (irmã de Elizabeth), lidar com a díficil irmã do rapaz e com um fantasma de seu passado: seu arquinimigo, Sr. Wickham. Elizabeth, por outro lado, teve que consolar a irmã rejeitada, lidar com a partida da melhor amiga (que se casou com seu primo) e sofrer com a imprudência e descontrole de sua irmã mais nova.

Considerando a história da Inglaterra no século XIV, é visível a herança que Jane Austen nos deixou. Ela não só apresentou o cotidiano de sua época, como também construiu uma nova possibilidade para as mulheres que ali viveram. Ela mostrou que, se elas quisessem, poderiam se livrar das imposições de suas famílias e escolher por elas próprias o seu futuro marido. Imagino uma mulher do século XIV lendo a obra e, provavelmente, criticando Jane por isso. O que essa mesma leitora diria se soubesse que Jane “previu” o que aconteceria nos seculos seguintes?

Acredito ser válido conhecer a obra e, se já conhece, ler novamente. Não só por ser um clássico da literatura inglesa, mas por que ela traz alguns valores que, apesar dos anos que se passaram, ainda não foram totalmente solucionados. Para quem aprecia costumes antigos, também devem ler o livro, pois ele retrata bem como era vida da mulher inglesa.

Jane Austen era uma mulher revolucionaria. Prometeu casar-se com o homem que ela amava, mas nunca pode cumprir já que ele morreu antes disso. Jane era amante do amor, e por isso nunca voltou a aceitar nenhum outro compromisso. Ela era a voz do feminismo do século XIV e, até mesmo, XX. Escreveu outras obras como: Razão e Sensibilidade e Persuasão.

 

Anne Schröder

Blogueira sobre literatura estrangeira.

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Anne Schroder

Apaixonada por livros, música e pintura. Essa sou eu! No blog Resenhas de Livros, contribuirei com resenhas dos livros lidos por mim. Entre os estilos, podem esperar por ficção cientifica, fantasia e romance. Não sou crítica, se o livro tiver uma história excelente eu vou amar!

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Categoria: Drama, Literatura Clássica, Romance

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