Perdão, Leonard Peacock; de Matthew Quick

| 5 de dezembro de 2014 | 0 Comentários

Capa PerdaoSe Matthew Quick já mostrou que sabe escrever sobre o lado bom da vida, em “Perdão, Leonard Peacock” ele demonstrou que é mestre em escrever também sobre o seu lado mau.

Leonard é um garoto de dezessete anos que vive sozinho desde que sua mãe Linda, se mudou para Nova Iorque afim de se dedicar a carreira de estilista. Léo conta apenas com o professor Herr Silverman, seu vizinho Walt com quem assiste filmes, e Lauren a garota cristã que quer fazê-lo aceitar Jesus como seu salvador.

Léo tem o hábito de se “fantasiar” de adulto e se infiltrar nesse “mundo cinza” para descobrir se vale a pena ou não tornar-se um deles, ficando sempre muito decepcionado com  o que vê, ele chega a conclusão de que a vida só vai piorando com o tempo. Herr Silverman o professor, é quem vai tentar fazê-lo enxergar que a vida não precisa ser só dor.

No seu aniversário de dezoito anos, o qual ninguém, nem mesmo a própria mãe lembra, Léo decide cometer um homicídio/suicídio. Ela planeja todo o dia do seu aniversário e no fim do dia matar seu ex-melhor amigo Asher e cometer suicídio. Corta o cabelo, vai a escola, distribui presentes para seus quatro amigos, e se despede sutilmente de todos. Tudo está pronto, e a vida caminha para o fim que deve ter.

Amei a narrativa, porque Matthew sabe manter o tom adequado para todos os momentos. O Léo é sim, muito deprimido, mas a narrativa não nos faz vê-lo como um coitadinho. Gosto da imagem forte que o personagem passa, mesmo quando ele pensa estar sendo fraco. E a idéia das cartas do futuro também fizeram toda a diferença no enredo.O livro levanta muitas questões reflexivas e aborda também o tema do holocausto.

Em alguns momentos durante a leitura, parei pra pensar se por acaso, eu era mais uma daquelas pessoas que pegam o metrô pela manhã para ir trabalhar como quem está indo para um campo de concentração, e na volta pra casa, mantém a mesma  expressão. Como se não existisse um lugar no mundo que me fizesse feliz.

Um livro realmente maravilhoso!

Nota: 5/5

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Emanuela de Oliveira

Refugiada para sempre no mundo dos livros. Porque uma vida só não basta! Ler sempre foi um exercício encantador para mim, ainda lembro da primeira vez que consegui juntar as letrinhas e formar as palavras,e em seguida frases, fiquei tão contente que nunca mais parei. Amo a sensação de entrar na pele dos personagens e “viver” situações tão diferentes do meu cotidiano, gosto dessa coisa de aprender sem ter que passar pela situação realmente. Divido meu tempo livre entre leitura, animes, filmes e doramas. Se a história da minha vida fosse um livro, gostaria que fosse escrito pela Marian Keyes.

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Categoria: Matthew Quick

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