A Cabana, de Williiam P. Young

| 5 de dezembro de 2015 | 3 Comentários

Livro: A Cabana

Autor: Willian P. Young

Nota: 5/5

Resenhista: Diná Santana

Geral:

A Cabana tem em seu ápice e objetivo mostrar aos leitores que Deus não é um ser longínquo e celestial ao ponto de não ser personalizado como nosso amigo. Ou seja, é um livro de cunho religioso, então se você não acredita em Deus e acha que falar sobre ele, seja qual for a forma, é uma baboseira.. Não leia a obra, mas se não crer Nele e quer ler um livro que muda totalmente a forma com que as pessoas comuns, como todos nós, O imagina, leia. Esse livro mudou o modo como eu me relacionava com Deus e como O imaginava, então.. Sim, essa obra faz a sua imaginação sair das linhas escritas e mudar concepções a cerca das definições estabelecidas pela religião.

Resumo:

A obra narra com grande intimidade a vida de Mackenzie Allen Phillips, por vezes tratado no livro como Mack. Ele, um homem depressivo mas que tenta negar isso aos seus familiares; se afasta de Deus ao vivenciar em sua família uma tragédia: a morte de sua filha mais nova: Melissa (tratada, na maioria das vezes, por Missy).

Mackenzie tem cinco filhos: Jon, Tyler, Josh, Katherine (Kate) e Melissa (Missy). Os ama de uma maneira especial a cada um deles – isso é bem evidenciado na obra. Mas, não significa que Mack tenha aprendido isso com seu pai, mas muito pelo contrário. Seu pai, um bêbado que se diz cristão, agredia a mãe e aos irmãos de Mack inclusive ao próprio Mackenzie enquanto recitava versículos da bíblia. Obrigava todos da família à irem aos cultos e quando chegava em casa, bebia e repetia o massacre. Mack, revoltado após uma surra que o deixou inconsciente, fugiu de casa com as poucas coisas que tinha; viajou o mundo até conhecer Nan, sua esposa com quem teve seus cinco filhos.

Durante a leitura da obra, faz-se muita alusão a um momento marcante na vida de todos os componentes da vida de Mack, a “Grande Tristeza”, que foi o evento provedor do objetivo do livro: o encontro de Mack com Deus, Jesus e o Espírito Santo (Citados no livro como Papai, Jesus e Sarayu respectivamente).

A Grande Tristeza foi o assassinato de Missy, morta por um estuprador de crianças durante uma excursão de Mack e seus cinco filhos a uma região onde muitas famílias saiam para acampar. O corpo da filha mais nova, encontrado numa cabana velha aonde os pesadelos de Mack se voltariam mesmo anos depois da tragédia e foi para esse local a quem o bilhete achado na caixa de correios, o levaria a ir.

Foi na cabana em que Mack teve seu encontro com Deus, seu final de semana composto por várias aventuras que o faria mudar por toda a vida. As aventuras que são o ápice da narrativa e o que leva a nossa imaginação criar fantasias fascinantes.

Ainda no final do livro, Mack no seu retorno para casa, sofre um acidente de trânsito o que o faz ficar internado e ficar perdido em seus pensamentos, sem saber o que fora real ou ilusório. Mas o seu fiel amigo e carteiro Willie, o faz lembrar que tudo o que passou no final de semana na cabana fora mais do que real, mas uma mudança total na forma de vida e que depois todos notariam.

Críticas:

Tudo que compõe o livro: todas as pessoas, lugares, histórias, tem um por quê e um lado “escondido”. A obra foi escrita com tanta realidade que por vezes o leitor indaga-se se a obra é ficticiosa ou não; se o autor do livro é ou não o Mackenzie da narrativa. Tudo que foi escrito no livro A cabana, que nos faz pensar e prever que há algo por trás que foi sim realidade, que aliás está desvendado no livro “De volta à cabana”.

Fora o cunho misterioso que é tomado pelo autor da obra, a narrativa do livro foi e é uma das melhores que já li. Um livro religioso que não é monótono ou apenas o que já ouvimos nos diálogos religiosos. Uma estória – de algum modo também podendo ser escrito como história – que todos, independente da religião, deveriam ler.

 

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Dina Santana

Tenho 17 anos, bem humorada, amoooo livros. Sou daquelas pessoas que amam ler e depois escrever o que achou do livro - não é a toa que amo escrever resenhas haha-. Gosto de conversar, ouvir o que os outros tem a dizer e me hospedar na biblioteca da escola. Amo amar tudo aquilo que me faz bem, e como de costume, os livros estão nessa lista. 🙂

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Comentários (3)

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  1. Aline santos ulianópolis-Pa disse:

    Nunca tinha lido mais amei

  2. Iago disse:

    Infelizmente não gostei muito desse livro!

    • Wendel Quaresma disse:

      De fato Iago, a leitura para mim começou bem envolvente, mas chega em um ponto que a religião toma conta da razão no livro, o que já era de se esperar, mas não de uma forma tão abrupta, e sim calma e aos poucos.

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