Misery Louca obsessão, de Stephen King

| 6 de fevereiro de 2017 | 0 Comentários

Annie Wilkes resgata seu escritor preferido dos destroços de um acidente de carro e se vê na obrigação de cuidar dele. Paul Sheldon acaba de terminar seu último romance, Carros Velozes, e sofre um grave acidente quebrando as duas pernas. Quando acorda na casa de Annie a primeira pergunta que ele se faz é por que não está em um hospital. Ele sente muita dor e percebe que Annie Wilkes arrumou suas pernas e o dopou com remédios. Assim que ela descobre que Paul Sheldon matou Misery ela fica desconcertada e sai em busca de ideias no que chama de “cantinho feliz”. Quando volta de lá tem uma grande surpresa e uma ideia absurda que no começo ele rejeita. Annie Wilkes propõem que ele reviva Misery em troca de seus cuidados como enfermeira de Paul. Uma ideia que ele não só terá que se acostumar, mas se prender a ela para que ele consiga sobreviver.

Annie Wilkes é claramente uma psicótica com sérios problemas mentais apaixonada pelos romances sobre Misery que Paul Sheldon escreve. O fato dela ter levado o escritor para sua casa e não contado a ninguém já gera suspeitas, mas isso não é apenas o começo. Seu humor não é muito instável e seus ataques de catalepsia o deixam receoso pela sua vida. Paul Sheldon é o estereótipo da maioria dos escritores, bebe, fuma e tem suas noites de diversão. Ele divide seus trabalhos em dois, aqueles que fazem sucesso e os “trabalhos sérios”, por isso ficou aliviado quando finalmente escreveu o livro final de Misery onde ela morre. No começo ele se sente horrível por ter que voltar a esse velho mundo, mas no final acaba gostando da ideia.

Existem vários pontos no decorrer do livro que fazem qualquer um ficar maravilhado quando os descobre. A maioria dos livros tem pontos assim e esse não poderia ser diferente. Tudo está interligado, desde os fragmentos do livro que ele escreve e compartilha com os leitores até momentos de sua infância e de sua vida na casa de Annie. A referência de um balde amarelo nos acompanha o livro todo.

Paul Sheldon passa verdadeiros momentos de pura epifania e terror. Embora pareça chato e meio obvio à primeira vista devido a sinopse da editora, se torna um livro difícil de largar depois que já se leu um pouco. É engenhoso o modo como Stephen King entrelaça as duas histórias, a que Paul Sheldon escreve e a que ele vivencia confinado no quarto. É tão cheio de pequenas coisas que as vezes dá a impressão de que algo não se encaixa. Mas isso é só um detalhe comparado ao livro todo, um detalhe insignificante para os apaixonados por livros que envolvem suspense e horror.

Stephen King é o autor de mais de cinquenta livros, todos campeões de vendas no mundo inteiro. Em 2003, King recebeu a Medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundation e, em 2007, foi nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos.

Jessica Allana

 

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Categoria: Horror, Stephen King, Suspense

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