Sociedade da Caveira de Cristal, de Andréa Del Fuego

| 14 de outubro de 2016 | 0 Comentários

Sociedade da Caveira de CristalO mundo vive uma epidemia causada por um vírus desconhecido, o Bola. O vírus já matou muita gente, inclusive o avô de Vítor, um garoto superesperto de treze anos, magricela, com espinhas na cara, que vive alienado do mundo na frente de seu computador. Por causa da Samara, por quem é apaixonado, o jovem descobre um jogo na internet, o Skull, e acaba entrando pra misteriosa Sociedade da Caveira de Cristal. Para avançar no jogo, Vitor tem de deixar o computador ligado, a internet conectada e pegar no sono, pois é em sonho que o jogo continua. Assim, todos os jogadores sonham o mesmo sonho e vivem a mesma aventura. Mas Vítor, Samara e o esperto Jorjão (que é dono de uma lan house) percebem que algo está errado nessa história e que, juntos, poderão salvar o mundo do Bola.

Eu li esse livro a algum tempo, quando ainda cursava a oitavo ano e sempre pensei em reler novamente ou comprar um para mim, mas passado algum tempo tinha até esquecido. Até que esse ano, agora no segundo ano do Ensino Médio, enquanto caçava por algum livro interessante na biblioteca, meus olhos tropeçaram na lombada desse, reli-o e resolvi resenha-lo.

O livro é basicamente sobre um jogo que, passado por um número ‘x’ de fases, os jogos acontecem durante os sonhos. Vítor começou a jogar a esse jogo para descobrir o porquê do desaparecimento do irmão de Samara, mas o que ele descobre é algo muito mais grave que isso.

A escrita do livro é bem leve, mais voltada mesmo ao público de pré-adolescentes e jovens que curtam games. A história se desenrola facilmente, usando muito também de gírias de gamers. Os cenários descritos pelo livro são bem elaborados, fazendo você se perder nas palavras ao ponto de pensar que você mesma está dentro do jogo. E sério, isso é animal! Além das artes que tem no livro, que eu achei muito da hora, no meu ponto de vista de desenhista. 🙂

Sobre o protagonista: o Vítor é um garoto nerd de 13 anos. Foi muito bem descrito, pois eu já vi muitos casos em que o escritor coloca um personagem nerd, mas de nerd não tem nada. Na verdade, o escritor descreveu um nerd típico, do tipo que entende de computadores, gamers, é ligado nas coisas, sabe? Não aquele nerd de camisa xadrez, com gravata borboleta e cabelo partido no meio, nada disso. E isso contribuiu bastante na construção desse personagem que, imagino eu, muitos conseguem se identificar em muitas coisas (eu, por exemplo, me identifiquei bastante com ele haha!).

Sobre os co-protagonistas: não sei se a Samara pode ser considerada dentro dessa classificação, mas vamos nessa. Sendo franca, não gostei dela. Ela é apenas a menina que o Vítor é apaixonada e que apresentou o jogo a ele, e nada além disso. Achei que ela poderia ser mais bem utilizada durante a história e não somente no final, que foi praticamente a única parte em que ela contribuiu com algo para a história. E o Jorjão, o dono da lan house. Meu personagem favorito da história. Eu o imaginei como um velho com estilo hippie, bem paz e amor mesmo e que entendia muito bem de computadores, softwares e hardwares, etc. Teve um papel que ajudou muito ao protagonista a alcançar o seu objetivo e o autor o colocou de uma forma que não soasse clichê na história, deixando a história ainda mais original.

Conclusão: é um livro bom, pra quem procura ler sobre algum tema diferente, muito recomendável para pré-adolescentes, até porque, pelo protagonista ser novo, chama mais atenção a esse público mesmo. É rápido e não requer muito raciocínio para entender aonde o escritor quer chegar, usando mais a imaginação do leitor.

Nota: 4/5

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Gabrielle

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Categoria: Adolescente, Literatura Infantil

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