Um Estudo em Vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle

| 12 de janeiro de 2016 | 3 Comentários

A obra “Um Estudo em Vermelho”  (A Study in Scarlet) é o primeiro romance sobre os incríveis casos de Sherlock Holmes, excêntrico detetive britânico criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle por volta de 1887. Até hoje, Holmes é o detetive mais famoso e aclamado do mundo, conhecido por usar sua esplêndida e precisa ciência da dedução para solucionar os enigmas mais complexos; até mesmo para a Scotland Yard. Seus casos são narrados pelo único e leal amigo de Holmes, doutor John Watson, que passou a acompanha-lo nas investigações e se tornando praticamente seu assistente.

O livro é dividido em duas partes principais: a primeira é focada na apresentação dos personagens, no modo como se conheceram e na busca das peças do quebra cabeça que resulta em uma prisão, que a princípio não faz muito sentido. Na segunda, um narrador onisciente nos leva a uma viajem ao passado, aos fatos que acarretaram nos crimes; e o criminoso conta sua versão da história. Apenas nas poucas páginas do último capítulo que Holmes revela como incrivelmente solucionou o caso que parecia indecifrável.

A história começa com a apresentação do narrador, John Watson, e suas dificuldades: Ele era médico na guerra, acabou ferido e perdendo o movimento em uma das pernas; o que o fez abandonar a vida de militar e voltar para sua querida e amada Londres. Não tinha família nem dinheiro, mas precisava de um lugar para morar. Comentou sobre essa necessidade com um velho conhecido, que lhe mostrou a solução: conhecia alguém que também precisava de um colega para ajudar no aluguel; esse alguém era Sherlock Holmes.

Assim, Holmes e Watson se conheceram e se viram debaixo do mesmo teto. Conforme o tempo ia passando, o interesse e curiosidade de Watson pela excentricidade de Holmes e seus métodos dedutivos aumentava cada vez mais. Afinal, seus hábitos regulares, seus estudos químicos e sua inteligência não eram nada comuns.

Watson, ainda desconfiado da eficácia da ciência dedutiva do novo colega, teve a chance de vê-la em ação quando receberam uma carta. Nela, um dos melhores detetives da Scotland Yard pedia a ajuda de Holmes. Era um caso curioso: um homem fora assassinado sem sinais de violência em um casarão abandonado perto de Brixton Road. Na sala tenebrosa e mórbida onde o corpo foi encontrado, havia marcas de sangue. Porém, o sangue não era da vítima. Em um canto específico do salão, onde um grande pedaço de reboco amarelado ficou à mostra, lia-se em letras escritas com sangue vermelho: RACHE.

A partir daí os dois personagens mais aclamados dos romances policiais iniciam sua primeira investigação. Um caso complexo, misterioso e muito bem estruturado amarra a atenção e instiga a curiosidade do leitor. Sherlock Holmes e sua paixão pelo simples prazer de decifrar enigmas com sua genialidade é apaixonante. Sua personalidade forte e misteriosa, seus hábitos excêntricos e manias de gênio maluco encantam espontaneamente e dão as histórias um certo humor. O ritmo vigoroso do suspense torna a história viciante. Os leitores vigorosos simplesmente devorarão as deliciosas palavras desse livro que já nasceu um clássico.

“Um estudo em vermelho” é perfeito para quem gosta de ser desafiado por um bom suspense policial. As histórias do notável detetive inglês de vícios mundanos irão apaixonar leitores de todas as idades. Porém, os casos são complexos, e é preciso um pouco de raciocínio para acompanhar as conclusões e pensamentos desse grande gênio perturbado.

Sir Arthur Conan Doyle escreveu mais 3 romances e 56 contos sobre Sherlock Holmes; obras que eternizaram a ele e ao seu esplendido personagem que, apesar de nunca ter vivido realmente, nunca morrerá. Doyle nasceu na Escócia, em 22 de maio de 1859. Foi na universidade de medicina, na qual ingressou em 1876, que conheceu o doutor Joseph Bell que o impressionou com seus surpreendentes métodos de dedução e análise. Foi no doutor Bell (principalmente), no detetive Duplin (de Edgar Allan Poe) e em Lecop (de Émile Gaboriau) – famosos personagens que inclusive são mencionados no primeiro livro – que Doyle se inspirou para criar o lendário Holmes. O escritor tentou matar o personagem em 1893, mas os fãs desses incríveis casos obrigaram-no a ressuscitá-lo. Em 7 de Julho de 1930, Conan Doyle morreu vítima de um ataque cardíaco em um condado em Sussex, Inglaterra.

 

 

 

 

 

 

 

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Thaís Gouveia

Bom, não tenho muito o que falar de mim (quando se trata da minha própria vida, me faltam palavras), mas o que posso dizer é que sou estudante do 2º ano do ensino médio, atriz amadora, nerd e amo ler e escrever (mas principalmente ler, porque meu perfeccionismo me deixa autocritica demais para acabar o que escrevo). Gosto de ler principalmente histórias de suspense, aventura, fantasia e literatura (brasileira na maioria das vezes).

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Categoria: Aventura, Ficção, Literatura de Misterio, Romance policial, Sir Arthur Conan Doyle, Suspense

Comentários (3)

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  1. Terto disse:

    Eu simplesmente adoro a figura de Holmes, mas com toda a certeza este é o livro pelo qual eu tenho mais carinho. Não podendo esquecer de lhe parabenizar pela bela resenha, é claro.

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