Crees [Crônicas Lunares #3], de Marissa Meyer

17 de agosto de 2019 | Por | Resposta Mais

Autora: Marissa Meyer

Série: Crônicas Lunares

Editora: Rocco

Páginas: 496

Sinopse: Neste terceiro livro da série Crônicas Lunares, Cinder e o capitão Thorne estão foragidos e agora levam Scarlet e Lobo a reboque. Juntos, eles planejam derrubar a rainha Levana e seu exército. Cress talvez possa ajudá-los. A garota vive aprisionada em um satélite desde a infância, com a companhia apenas de telas, o que fez dela uma excelente hacker. Coincidência ou não, infelizmente ela também acabou de receber ordens de Levana para rastrear Cinder e seu bonito cúmplice. Quando um ousado plano de resgatar Cress dá errado, o grupo se separa. Cress enfim conquista a liberdade, mas o preço a se pagar é alto. Enquanto isso, Levana não vai deixar que nada impeça seu casamento com o imperador Kai. Cress, Scarlet e Cinder talvez não tenham a intenção de salvar o mundo, mas muito possivelmente são a última esperança do planeta.

O que eu achei do livro:

Após os acontecimentos de Scarlet, que envolveram sangue, vingança, briga de irmãos (eu ouvi um suspiro?) e um casal bastante improvável, Crees vêm para dar continuidade à revolução iniciada em Cinder e para, novamente, acrescentar um novo conto de fadas ao nosso universo. Diferente de Cinder e Scarlet que eu lerdei pra descobrir quais eram os contos de fadas que cada personagem representava, Crees explicita a longa trança da Rapunzel, e abre novos caminhos no mundo de Crônicas Lunares.

Nesse livro vemos finalmente a tomada de decisão de Cinder quanto a sua revolução (que parece mais movida pelo amor do que pelo sentimento de justiça) e inicia sua jornada contra a tirana Levana. Sempre contando com o sangue frio na escrita de Marissa Meyer, já esperava que nossos mocinhos fossem muitas vezes derrubados pela Imperatriz de Luna, chegando a fragmentar a nossa equipe e atingir todos de uma forma inimaginável, levando a luta a outro nível.

Acho que existem prós e contras do livro de Scarlet para o de Crees. Scarlet se tornou e ainda é meu favorito pela trama sombria que a autora traçou para Scarlet, Cinder, Lobo, Kai e Thorne, sem medo de abalar seus sonhos e seus ideais, mostrando a parte mais humana e a mais monstruosa e trazendo o conflito interno que abalou as estrutura de cada leitor. Fomos levados a clássicas brigas entre irmãos, ao imperador sem poder, ao pilantra sem lugar no mundo e a princesa sem reino. Os dilemas trabalhados e a forma como Marissa o fez foi tão inovador em meio às obras que conhecemos hoje que esperei a mesma coisa de Crees.

Mas Cress é uma personagem completamente diferente de Cinder e Scarlet, e, sabendo que a diferença foi palpável entre as duas primeiras obras, esperar a mesma sintonia do livro anterior foi um erro, mas esperar a qualidade não. Cress trabalha de uma forma mais romântica, idealizando o mundo que ela nunca conheceu e temendo o mundo em que ela não foi aceita. Sonha em ver uma árvore, viver um romance com um cara lindo e gentil e em gastar água sem se preocupar se vai faltar no satélite. Ela tem uma visão muito positiva de tudo e todos e, sendo tão diferente das personagens anteriores, teve seu livro mais leve, semelhante à protagonista.

Crees veio, assim como Jacin, para terminar o ciclo de personagens e seus pares românticos, mas Marissa Meyer cria uma quebra quando estão todos juntos, mostrando que não somente trabalham casais e casais, mas todos juntos e misturados como uma verdadeira revolução. O enredo também colabora com essa visão, com agora nossos amados personagens tramando contra a tirana que, de certa forma, fez tudo aquilo ser possível. Outra novidade são as cenas em Luna, que mesmo sendo um tanto escassas, incorporaram um nova visão sobre o reino que ameaça a Terra, trazendo muitas novidades para algo que, até agora, podia ser considerado somente uma lenda.

Cress veio para completar a diversificada equipe de Cinder. Hacker e cascuda, jogada para morrer, se tornou um membro importantíssimo dessa revolução, mas seu brilho foi ofuscado pelo protagonismo de Thorne, que nos comoveu ao tentar proteger Cress e mostrar a ela que ele não era um príncipe, mas somente um homem egoísta. Ele arrancou muitas lágrimas dos personagens e nos trouxe momentos que aqueceram nossos corações e nos derreteram por inteiro. Outro personagem que foi um tanto enigmático foi Jacin, que se manteve calado durante quase todos os capítulos e se mostrou não gostar de nenhum personagem. Não sei se ele está a favor de Levana ou de Cinder, mas afirma ser leal a princesa Winter, enteada de Levana, e isso gera outra questão: Quem será a Imperatriz de Luna após a revolução? Cinder ou Winter?

E um último detalhe… O vírus **** ******** *******. Quem quiser saber é só ler. Até a próxima gente! Percorrendo o caminho até Winter!

Pontuação 5/5

Marissa Meyer é uma romancista americana. Seu romance de estréia, Cinder, foi lançado em 3 de janeiro de 2012. É o primeiro de sua série The Lunar Chronicles.

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Emily Damascena

Em meio ao caos, ao mundo, ao exército de problemas e complexidades essa garota lê. É bem improvável ela não estar lendo ou escrevendo, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Divide o resto de seu tempo com Deus, livros, filmes, séries, cadernos, computador, cama, irmãs, trabalho e não perde uma oportunidade de fazer um belo bolo para a família.

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Tags:

Categoria: Adolescente, Aventura, Distopia, Fantasia, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Ficção Histórica, Literatura Fantástica, Romance

Sobre o autor ()

Em meio ao caos, ao mundo, ao exército de problemas e complexidades essa garota lê. É bem improvável ela não estar lendo ou escrevendo, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Divide o resto de seu tempo com Deus, livros, filmes, séries, cadernos, computador, cama, irmãs, trabalho e não perde uma oportunidade de fazer um belo bolo para a família.

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